segunda-feira, 20 de abril de 2009

Só Por Hoje...

 Só Por Hoje....

"Não sei amar pela metade, nunca soube. Aliás, não se trata só de amor, mas de qualquer tipo de sentimento. Não sinto nada mais ou menos, ou eu gosto ou não gosto. Não sei sentir em doses homeopáticas. Preciso e gosto de intensidade, e se não for assim, prefiro que não seja."

quarta-feira, 8 de abril de 2009

THE READER

I have been reading "The Reader" and this two parts came to my attention. Maybe in many situations we need a anaesthesia just to follow our decisions. 

"... I reach a conclusion, I turn the conclusion into a decision, and then I discover that action on the decision is something else entirely, and that doing so many proceed from the decision, but then again it mat not. Often enough in my life I have done things I had not decide to do...
I don't mean to say that thinking and reaching decision have no influence on behaviour. But behaviour does not merely enact whatever has already been thought through and decided. It has its own sources, and is my behaviour, quite independently, just as my thoughts, and my decisions my decisions."

"Who had given me the injection? Had I done it myself because I couldn't manage without anaesthesia? In every part of my life, I stood outside myself and watched; I saw myself functioning at the university, with my parents, and brothers and my friends, but inwardly I felt no involvement."

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Fragmentos...

Tenho andado distante de ti.
Tenho me distanciado da certeza que te trouxe até aqui.
Tenho duvidado das mãos sempre tão mágicas que desenham sentimentos.
Tenho entristecido ao insistir em obter aquilo que não está porque não é.
Tenho esquecido quão grande é a tua vontade.
Tenho deixado que outros ditem a tua verdade.
Tenho feito tudo pra maldizer suas intenções.
Tenho escancarado portas para que todos, sem distinção, entrem, sem senhas.
Tenho descuidado da tua pele tão macia, dos teus olhos tão ingênuos e tua boca carnuda.
Tenho exigido que renegues, que desista, que volte do ponto onde começou.
Tenho desacreditado os teus sonhos.
Tenho me afastado da tua força, do teu bem-querer.

E ainda, assim, permaneces aqui? O que pretendes? O que quer de mim?
E ainda, assim, faz com que eu me revire na cama procurando respostas que sim... sou eu posso dar.
E ainda, assim, queres a minha companhia...

Não podemos fugir um do outro e, portando, só nos resta uma única alternativa... ao amor nos render!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

DISTÂNCIA E SILÊNCIO....

Esse título daria um bom filme de Bergman.... Distância e Silêncio. Essas duas palavras podem ter uma conotação muito relativa. Podemos querer distância daquilo que nos incomoda, daquilo que nos queima, da nossa própria vergonha, da nossa indecisão, da nossa própria falta de iniciativa. Silêncio dos nossos sentimentos, silêncio da voz que nos acalenta, silêncio da nossa covardia.

E esse silêncio que grita dentro de nós... silêncio barulhento... poderíamos nesse momento desejar que as buzinas dos carros e os gritos das crianças fossem ainda mais altos. Outras vezes é necessário pedir silêncio do lado de fora porque dentro a voz não cala. As perguntas tornam-se cada vez mais insistentes e o coração nos sinaliza a falta.
Distância de emoções que sufocam, distância de tudo o que poderia ter sido e que não foi!

Distância e silêncio talvez sejam esses os antídotos. Mas um dia o grito tem que sair, a labareda torna-se cinza, a vergonha vira desvergonha, a indecisão torna-se decisão e a falta de iniciativa transforma-se em ação.
Um dia o silêncio desaparece e aquilo que parecia distante torna-se tão perto... sempre chega o dia em que encaramos a realidade e pagamos o preço da visão. Podemos fugir em algumas situações, mas lá na frente, encontraremos a repetição dela em outros rostos.

Mais ainda assim, respeitaremos a superioridade da Distância e do Silêncio. O intervalo de tempo entre dois momentos ... o de encarar e o de fugir. O segredo que não queremos falar. Só não podemos distanciar e silenciar os pensamentos gerados por sentimentos ocultos... estes sim, gritam em meio à multidão, mesmo que demonstremos aparente calma e frieza.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

REGRESSO - NIETZCHE

Ó solidão! Ó solidão minha Pátria! Tempo demais selvagemente vivi em selvagens terras estranhas para não regressar sem lágrimas.
Ameaça-me, pois, agora, com dedo, como ameaçam as mães, e dize logo: “E quem foi que um dia, como um vendaval, fugiu desabaladamente para longe de mim? – que ao despedir-se exclamou: tempo demais vivi perto da solidão e, assim desaprendi o silêncio! – Foi isto que aprendeste agora?

Ó Zaratustra, eu sei de tudo: e que, no meio de muitos, estava mais abandonado, mais só, do que algum dia estiveste comigo!
Uma coisa é o abandono, outra a solidão – Isto aprendeste agora! E que, no meio dos homens, sempre hás de ser um selvagem e estranho:
-selvagem e estranho ainda quando eles te amem, porque, antes de tudo, eles querem ser poupados!

Mas, aqui, estás na tua casa e no teu lar, aqui, podes dizer tudo livremente e desabafar as tuas razões, nada, aqui, se envergonha de sentimentos ocultos ou obstinados.
Aqui, todas as coisas vêm ofegantes ao encontro da tua palavra, lisonjeando-te: pois, querem cavalgar nas tuas costas. Em cada imaginação, cavalgas, aqui, para todas as verdades.

Sinceramente e de cabeça erguida, podes, aqui, falar a todas as coisas: e, na verdade, soa como um louvor a seus ouvidos, que alguém, com todas as coisas – fale sem rodeios!
Diferente, porém, é o abandono. Ainda te lembras, Zaratustra? No dia em que tua ave gritou acima de ti, quando estavas na floresta, hesitante, sem saber para onde ir, perto de um cadáver – quando proclamaste: Possam guiar-me os meus animais! Encontrei mais perigos entre os homens do que entre os animais – Isto era abandono!

E ainda te lembras, Zaratustra? Quando estavas na tua ilha, fonte de vinho no meio de baldes vazios, dando-te a mancheias aos sedentos? Até que, por fim, foste o único sedento no meio de bêbados e, à noite, lamentavas-te: “ Não é maior ventura receber do que dar? E roubar, ainda maior que receber? Isto era abandono!

E ainda te lembras, Zaratustra? Quando veio a tua hora mais silenciosa e te arrastou para longe de ti mesmo, ao falar-te com malvado murmúrio: Dize a tua palavra e despedaça-te – quando toda a tua espera e o teu silêncio te contristavam, desanimados a tua humilde coragem: Isto era abandono!

Ó solidão! Ó solidão minha pátria! Quão feliz e meiga me fala a tua voz!
Não nos interrogamos um ao outro, não nos queixamos um ao outro, juntos transpomos, abertamente, portas abertas.
Porque, em ti, tudo é aberto e claro; e também as horas correm, aqui, com pés mais leves. Porque, na escuridão, torna-se o tempo mais pesado do que na luz.

Abrem-se, aqui, diante de mim, todas as palavras e o escrínio de palavras do ser: todo ser quer tornar-se, aqui, palavra, todo o devir, quer que eu lhe ensine a falar.

Lá embaixo, porém – todo o discurso é inútil! Esquecer e passar, além é, por lá, a melhor sabedoria: isto- agora aprendi!
Aquele que, entre os homens quisesse aprender tudo, deveria meter a mão em tudo. Mas eu tenho mãos demasiadamente limpas para isso.
Já respirar, não suporto, o ar que eles respiram; ah! Como pude viver tanto tempo em meio ao seu clamor e seu mau hálito!

Ó bem-aventurado silêncio que me envolve! Ó puros eflúvios a meu redor! Oh, como esse silêncio haure ar puro do peito profundo! Oh, como aplica o ouvido, esse bem –aventurado silêncio!

Mas, lá embaixo – tudo fala e nada é ouvido. Pode alguém repicar com sinos a sua sabedoria: os merceeiros na feira lhe cobrirão o som o tinir de moedas!
Tudo, entre eles, fala, ninguém sabe mais compreender. Tudo vai por água abaixo, nada cai em poços profundos.

Tudo, entre eles, fala, nada se realiza a contento. Tudo cacareja, mas quem quer, ainda, ficar quieto no ninho chocando ovos?

Tudo, entre eles, fala, tudo se esfrangalha em palavras. E aquilo que, ainda ontem, era rijo demais para o próprio tempo e seus dentes – pende hoje, sugado e esmigalhado, da boca aos homens de hoje.

Tudo, entre eles, tudo é assoalhado. E aquilo, que um dia, era segredo e reserva de almas profundas, pertence hoje aos chocalheiros e outras espécies de borboletas.

Ó ser humano, estranha criatura! Ó clamor em becos escuros! Deixei-te, agora, novamente para trás – pra trás ficou o meu maior perigo!
Poupar e compadecer os homens – nisso esteve sempre o meu maior perigo, e todo ser quer ser poupado e compadecido.
Com silenciadas verdades, mão de louco e coração enlouquecido, rico em pequenas mentiras de compaixão – assim sempre vivi entre os homens.

Trajando um disfarce, estava eu entre eles, pronto para desconhecer-me a fim de poder suportá-los, e dizendo complacente a mim mesmo: Ó louco, não conheces os homens!

Desaprende-se a conhecer os homens, quando se vive entre os homens: há demasiados pertos, em todos os homens – e que poderiam fazer, por lá, olhos que vêem ao longe, olhos que buscam os longes!

E quando eles me desconheciam – eu, louco, era, a tal respeito, mais indulgente com eles do que comigo, acostumado, que estava a usar, comigo, dureza; e muitas vezes, ainda me vingava em mim mesmo dessa indulgência.

Picado por moscas venenosas e cavado, como pedra, por muitas gotas de maldade – assim sempre estive entre eles; e ainda dizia de mim para mim: “ Inocente a sua pequenez é todo o ser pequeno!”

Como as moscas mais venenosas encontrei, especialmente, aqueles que se chamam “ os bons” . Picam toda a inocência, mentem com toda a inocência; como poderiam – ser justos comigo!

Aquele que vive entre os bons, a compaixão ensina-lhe a mentir. A compaixão torna abafado o ar para todas as almas livres. Porque a estupidez dos bons é incomensurável.

Ocultar-me a mim mesmo e à minha riqueza – isto aprendi lá embaixo: pois ainda achei todos pobres de espírito. E esta era a mentira da compaixão: que, em cada qual eu sabia – que, em cada qual eu via e farejava o que, para ele, era espírito suficiente e o que, para ele, já era espírito demais!

Seus rígidos sábios: eu os chamava de sábios, e não de rígidos – assim aprendi a engolir palavras. Seus coveiros: eu os chamava indagadores e pesquisadores – assim aprendi a trocar palavras.

Cavam os coveiros sua próprias doenças. Debaixo do velho entulho, jaze mefíticas exalações. Não se deve revolver o lodo. Deve viver-se nos montes.

Com felizes narinas, volto a respirar a liberdade alpestre! Redimido, por fim, está meu nariz do cheiro dos seres humanos!
Titilada por brisas agrestes como por espumantes vinhos, espirra a minha alma- espirra e a si mesma deseja : saúde!

Assim falou Zaratustra.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

O DOADOR DA VIDA

Palmas para nosso Astro-Rei, o Sol!!!!

O verão é mágico. Nesta época, somos agraciados com dias ensolarados e cheios e alegria. A boa energia solar estimula o amor e os encontros com amigos. Quem não se lembra daquela paixão de verão, daquelas férias inesquecíveis ou até mesmos de projetos que se iniciaram no verão.

Você já percebeu que, ao receber a energia do Sol ficamos mais entusiasmados, mais dispostos à sair e curtir a vida. O Sol nos traz luminosidade, vontade de mostrar quem realmente somos...sentimento de liberdade. Símbolo de luz e poder, ele é o centro do nosso sistema planetário e também do nosso sistema energético.

Na Astrologia, ele é o regente do signo de Leão e modulador do nosso centro cardíaco, onde se situa o quarto chacra ou o Cardíaco. Isto quer dizer, se estamos em bom funcionamento, sentimo-nos preenchidos afetivamente e transmitindo ao mundo uma sensação de satisfação e alegria. Ele representa a energia masculina, Yang, simbolizando a força do nosso Ego e dando-nos a auto-expressão de forma criativa e espontânea.

"O Sol aponta-nos um caminho para a posse de nós mesmos". Esta foi uma das frases mais instigantes que já li em favor do Sol: olhar para dentro de nós mesmos, descobrir verdadeiros desejos e vontades, é o melhor caminho para encontrarmos o amor dentro de nós mesmos. Acredito que esta é a única maneira de levarmos uma vida mais leve. Só temos o poder de escolha quando temos a certeza de quem somos e do queremos. O encontro com a própria identidade é mágico, é a felicidade plena.

Tenho observado as pessoas e chego à conclusão da necessidade de procurar a felicidade do lado de fora, ou seja, no Outro. Isto é falta de comprometimento com a própria identidade. Consequência disso.... desilusão, exigência e insatisfação.. pois o que recebemos do mundo é apenas o reflexo do que somos e de como agimos.

O Sol influencia nossas vidas, enche-nos de estímulos para conquistar a nossa realização pessoal. Como dizia o poeta: "Até mesmo o Sol, um dos maiores espetáculos da natureza, também se levanta!"

Aproveitemos o Sol.....

sábado, 3 de novembro de 2007

Miga...Miga! Miga!!!! Miga? Migaaa???!!! Miguinha.... Migáaaaa!!!!!! rsrsrsr

Essa postagem eu dedico as minhas amigas. Elas sabem exatamente o que cada “miga” quer dizer. Essas Deusas encarnadas, pois assim as chamo, são uma extensão de mim. Sinto por todas e em todas elas a alegria, a grandeza, a verdade e o conforto.
Gostaria que você, leitor, pudesse se deleitar de umas horas de prazer na companhia das minhas amigas porque além de engrandecer seu espírito, é uma limpeza na alma. Se elas são bruxas? Quem falou isso! ....
Elas são sábias, meninas, mulheres, engraçadas, conflituosas, resolvidas e não resolvidas. Isso é uma dádiva! Perco horas conversando coisas que só os anjos conversam e, aí quando nos deparamos passamos encarnações falando sobre as mesmas coisas... você pode pensar: mas que chatas! Não, meu amor.. falamos sobre as mesmas coisa sempre tendo visões diferentes de um mesmo assunto. Isso é fantástico!
Não deixamos nada por limpar e quando parece não haver mais sujeiras, escutamos algo como; .... “mas certamente pecarei de novo, serei vil e pobre, terei pena de mim e me perdoarei” ...rsrsrsr
Não temos preguiça de pensar, de sentir, de viver e se doar....”Porque somos feitas pro amor da cabeça aos pés e não fazemos outra coisa do que nos doar”.. trecho de Rosas - Ana Carolina

Um pouco de cada...

Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo e esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia, e se não ousarmos fazê-la teremos ficado para sempre a margem de nós mesmos.
Fernando Pessoa

Quando o amor vos chamar, segui-o, embora seus caminhos sejam agrestes e escarpados.
E quando ele vos envolver com suas asas, cedei-lhe, embora a espada oculta de sua plumagem possa ferir-vos.
E quando eles vos falar acreditai nele, embora sua voz possa despedaçar os vosso sonhos como o vento devasta o jardim. Gibram Khalil Gibram

Amar não é olhar para o outro. É olhar junto, na mesma direção.... Saint Exupéry

"Motivo"

Eu canto porque o instante existe e a minha vida está completa
Não sou alegre nem su triste
sou poeta

Irmão das coisas fugidias
não sinto nem tormento
atravesso noites e dias
no vento

Se desmorono ou se edifico
Se permaneço ou me desfaço
não sei, não sei. Não sei se fico ou passo.

Eei que canto. E a canção é tudo
tem sangue eterno a asa ritmada
e umdia sei que estarei mudo: mais nada.

Cecília Meirelles

Proibido Para Menores.....

No final de 1996, logo após o término da Faculdade de Comunicação, comecei a percorrer caminhos desconhecidos. Na ânsia de poder descobrir o que me fazia sentir dentro do Universo da “Palavra” deixei com que minha imaginação e prazer entrassem em comunhão. Comecei a brincar com a imaginação e transformar essas brincadeiras em palavras. Fui descobrindo ao longo de minhas fantasias que pensar no encontro entre dois corpos era excitantemente prazeroso. E quem não precisa de um pouco de adrenalina?
Escrever, pensar, imaginar, falar e fazer Sexo é realmente um ato de Prazer, alegria e liberdade. O encontro se dá bem antes dos corpos se entregarem através da imaginação, do pensamento, da ilusão e da fantasia!


Virada do ano, lá estava ela, em uma cobertura onde à vista continha o mais belo cenário carioca. Cristo Redentor, Pão de açúcar, praia, fogos, desejos e expectativas. Naquele apartamento uma grande festa, gente bonita, champagne e muitos olhares. Poucos se conheciam, e muitos , sequer tinham sido apresentados.
Ela, acreditava, e com seu longo vestido levemente transparente era impossível o uso de qualquer outra peça e aquele segredo de estar completamente nua a excitava. Bronzeada do sol, apenas as marcas do biquíni compunham a sua pele. Fios de cabelo caídos realçavam o visual e sua nuca à vista.Os detalhes dourado do vestido acompanhavam a crendice da abundância e prosperidade nos próximos 365 dias.
Quase meia-noite, as pessoas se preparavam para estourar champagnes, fazer pedidos, se dirigir a praia e pular sete ondinhas. Ela preferiu acreditar. Dirigiu-se a sacada da varanda com uma taça na mão para admirar aquele espetáculo e mentalizar um ano melhor e uma noite cheia de surpresas.
Contagem regressiva... 10, 9, 8,7 um ar quente soprou em sua nuca... 6, 5 lábios macios foram sentidos em seu pescoço, mãos passearam pela sua cintura...4,3.. pela sua barriga, pelos seus seios.. 2, 1 Feliz Ano Novo: Ele disse. Sem conseguir dar sentido a tudo aquilo, ela sentia aquela língua, as mãos grandes e fortes e decidiu participar da festa. Deixou com que um pouco de champagne escorresse pelo canto da sua boca e virou para beijá-lo.
Naquele instante, seu corpo tremeu e ela pensou que não havia melhor sensação do que se deixar possuir por aquele desconhecido. Enquanto ele a beijava, seus olhos vagueavam pelo céu vendo fogos e ela estava diante de tudo o que desejava naquela noite: Um Homem.
Mãos desconhecidas descobriam a topografia de seu corpo. Seu hálito se confundia com outro hálito. E ele começou a beijar todas as suas partes... começando pelas orelhas, descendo para o pescoço enquanto seus dedos procuravam pelo seu segredo. Ela sentiu dedos grandes acariciarem seu mistério e a sentir a sua temperatura quente. Primeiro um dedo, depois o outro. Seu íntimo desconhecido começou a lamber seus seios no mesmo ritmo em que aqueles dedos a penetravam. Os dois se movimentam, como numa dança ensaiada e ninguém naquele momento assumia o controle.
Ele se ajoelhou e começou a sentir o gosto do prazer, sua língua subia e descia, fazia movimentos circulares e penetrava naquele prazer. Ela estava entregue e sentia o liquido escorrer, lambuzando aquele boca. Queria ser invadida por tudo o que ele pudesse oferecer... sentindo-se preenchida ... leves estocadas alternada com fortes metidas e tudo o que restava era gemer de alegria. Os dois permaneceram num vai e vem gostoso, corpos colados, respiração ofegante, perda da razão..
E de repente num movimento inesperado, sentiu a explosão da descoberta e a dor no prazer. E gritava, gemia... era viciante como chocolate.... ele a acompanhou ao “grand finale”. E os dois gozaram juntos e permaneceram deitados naquela fria varanda de mármore.... virada do ano, cheio de emoção, tesão e sem que eles jamais soubessem nomes, endereços, telefones, traumas.. nada!

segunda-feira, 16 de julho de 2007

A Pessoa Errada

Pensando bem, em tudo o que a gente vê, vivencia, ouve e pensa, não existe uma pessoa certa pra gente...
Existe uma pessoa que se você for parar pra pensar é, na verdade, a pessoa errada...Porque a pessoa certa faz tudo certinho, chega na hora certa, fala as coisas certas, faz as coisas certas, mas nem sempre a gente está precisando das coisas certas. Aí é a hora de procurar a pessoa errada. A pessoa errada te faz perder a cabeça, fazer loucuras, perder a hora, morrer de amor.
A pessoa errada vai ficar um dia inteiro sem te procurar, que é pra na hora que vocês se encontrarem a entrega ser muito mais verdadeira. A pessoa errada é, na verdade, aquilo que a gente chama de pessoa certa. Essa pessoa vai te fazer chorar, mas uma hora depois vai estar enxugando suas lágrimas. Essa pessoa vai tirar seu sono, mas vai te dar em troca uma noite de amor inesquecível. Essa pessoa talvez te magoe, e depois te encha de mimos pedindo seu perdão. Essa pessoa pode não estar cem por cento do tempo ao seu lado, mas vai estar cem por cento da vida dela esperando você, vai estar o tempo todo pensando em você.
A pessoa errada tem que aparecer pra todos porque a vida não é certo, nada aqui é certo.
O que é certo mesmo é que temos que viver cada momento, cada segundo amando, sorrindo, chorando, emocionando, pensando, agindo, querendo, conseguindo... E só assim é possível chegar àquele momento do dia em que a gente diz: "Graças a Deus deu tudo certo". Quando na verdade, tudo o que Ele quer é que a gente encontre a pessoa errada pra que as coisas comecem a realmente funcionar direito pra gente ... Luis Fernando Veríssimo